sábado, 7 de maio de 2011

“MAIS QUERIDO QUE COMPETENTE...”


Outro dia estava conversando com uma amiga do trabalho sobre as novas contratações da empresa, quando ouvi o seguinte: “eu prefiro que as pessoas sejam mais queridas que competentes”. Fiquei pensando nisso vários dias para tentar chegar uma conclusão, afinal estudamos a vida toda, fazemos pós- graduação, mestrado, curso de línguas, capacitações e tudo mais que contribua para nossa formação profissional. Percebi então que embora as pessoas tenham bons curriculuns, ninguém sabe como será o desempenho delas no ambiente de trabalho.

Na verdade a empatia e a formação profissional andam juntas. Tive um chefe, há anos atrás, que dizia que o conhecimento dá embasamento e segurança para tomar as melhores decisões. No entanto, não adianta ser um poço de sabedoria se não usamos isso a favor, se não sabemos nos relacionar com os demais, expressar nossas opiniões, discutir ideias, negociar diferenças e liderar projetos. O conhecimento fica estagnado, intocável, como um troféu escondido, que não é colocado numa vitrine para que todos o conheçam e admirem.

Depois de tantos questionamentos, resolvi pesquisar um pouco mais sobre inteligência emocional...

Segundo Goleman, ela é a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos. Para ele, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos, pois a maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos humanos. As pessoas que tem qualidades como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter o sucesso.

De acordo com o autor, a inteligência emocional pode ser categorizada em cinco habilidades:

• Auto-Conhecimento Emocional: reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem;
• Controle Emocional: lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida;
• Auto-Motivação: dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal;
• Reconhecimento de emoções em outras pessoas: reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos;
• Habilidade em relacionamentos inter-pessoais: interação com outros indivíduos utilizando competências sociais.

Por outro lado o profissional que tem inteligência emocional e não tem conhecimento técnico pode ser apenas uma pessoa querida e nada mais - não gera resultados, não luta por desafios, não conquistas nada importante, não questiona e se submete a opiniões alheias.

Portanto, além do aprendizado e da experiência acumulada ao longo dos anos, é preciso paz e tranquilidade para tomar decisões e cultivar os relacionamentos. Certamente, vai se destacar quem aliar a sabedoria intelectual à sabedoria humana e prática e tiver equilíbrio para entender as situações e as pessoas da melhor forma possível. Isso tão importante, porque há nada melhor do que ir motivada para o trabalho todos os dias, fazendo o que gostamos ao lado das pessoas que gostamos!

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