Já faz três meses que voltei de Jeri. Estava esquecendo de registrar essa viagem aqui... Viagem boa é assim: sem planejamento e sem expectativas. Convite de última hora da aceito e programação definida ao acordar.
Chegar até lá é difícil! Cerca de quatro horas de carro de Fortaleza. Para quem não pode pagar o aluguel de carro 4x4, sugiro a empresa Redenção – ônibus executivo com lanche e filme por apenas R$ 50,00. Existem muitas agências de turismo que vendem gato por lebre e cobram o dobro por umas vans velhas e lotadas.
Na chegada, entre as dunas, já percebemos que o lugar é mágico. Distante de tudo e de todos! Um sonho só andar de chinelo pelas cinco ruas da cidade. Conhecer as lojinhas e os restaurantes. Para quem gosta de comida boa e diferente e ambiente de bom-gosto, o Tamarindo é imperdível! Abandonamos as outras dicas e fomos lá dois dias seguidos. Investimento garantido! Para o almoço tem um PF delicioso num balcão minúsculo chamado Big Point, que fica numa ruazinha perto do supermercado.
O melhor de Jeri são os passeios. O lugar é incrível e só conseguimos conhecer as dunas e lagoas de 4x4. Para se chegar a Tatajuba, passamos por quilômetros de areia. Cenário parecido com o da novela Tieta! A Lagoa Azul é uma delícia. Ideal para desligar do mundo, da correria do dia-a-dia e do estresse das cidades grandes. Não te preço tomar uma cerveja deitada na rede dentro da água. Passando pela praia do Preá, vale a pena comer no restaurante Mar Azul. Essa foi uma dica de amigos, que eu também recomendo. Frutos do mar de primeira qualidade a um preço honesto. A pedra furada é parada obrigatória. Dá para chegar de buggy ou caminhando pelas pedras. Neste último caso, cuidado com o sol, as pedras e a maré. Fica a indicação do melhor bugueiro de Jeri, o Fofão. Cara tranqüilo, que conhece tudo e fica por conta dos clientes. Nada contado no relógio ou programado. Isso sem falar na trilha sonora. Fizemos questão de trazer um CD dele com Lounge Music, Reggae e o hit Raparigando. Para curtir o dia na cidade, o Club Ventos é perfeito. Lugar bonito e confortável com atendimento nota mil (a altura dos gringos que frequentam o local). Vale a pena gastar um pouco mais e desfrutar dessa estrutura que fica de frente para o mar. Seja qual for a programação, o fim de tarde tem que ser na Duna do Pôr do Sol, onde todo mundo se encontra para ver uma vista deslumbrante. Muita gente leva uma garrafa de espumante para tomar lá em cima. Ma-ra-vi-lho-so!
Com tanta coisa para conhecer de dia, é difícil esperar até as duas horas da manhã, quando os bares de Jeri conheçam a ficar cheios. Confesso que achei a rua do Planeta Jeri parecida com a Passarela do Álcool de Porto Seguro - cheia de carrinhos de bebidas, gringos e meninas da região. Nos dias que ficamos lá, o forró estava vazio, mas animado.
O mais interessante de tudo isso, é que eu fui a um dos lugares que mais que mais queria conhecer com uma amiga, que há tempos não via. Decidimos a viagem de última hora num almoço depois da aula de sábado da pós-graduação e fomos sem programar nada. Coisas interessantes da vida, que acontecem para que a gente viva determinadas coisas ao lado de determinadas pessoas. Paty, obrigada pelo convite, pela companhia e pelas conversas intermináveis!
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